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Bizungão
Preso por golpe bilionário, Lobo do Batel é suspeito de causar prejuízo de R$ 250 mil na cidade natal
Foragido suspeito de fraude bilionária foi encontrado com mais de R$ 1 milhão em espécie dentro de hotel de SC — Foto: PM/Divulgação
Grupos suspeitos de movimentar mais de R$ 1 bilhão em esquema financeiro clandestino foram alvos de operação da PF em Curitiba — Foto: PF/Divulgação
Grupos suspeitos de movimentar mais de R$ 1 bilhão em esquema financeiro clandestino foram alvos de operação da PF em Curitiba — Foto: PF/Divulgação
Foragido suspeito de fraude bilionária foi encontrado com mais de R$ 1 milhão em espécie dentro de hotel de SC — Foto: PM/Divulgação
Foragido suspeito de fraude bilionária foi encontrado com mais de R$ 1 milhão em espécie dentro de hotel de SC — Foto: PM/Divulgação
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Preso por golpe bilionário, Lobo do Batel é suspeito de causar prejuízo de R$ 250 mil na cidade natal

  • 14/01/2026 08:56:00
  • O Sudoeste
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José Oswaldo Dell'Agnolo, natural de Piraju (SP), é apontado como o principal suspeito de um esquema bilionário e foi preso em um hotel de luxo em Itapema (SC), em dezembro de 2025.

O investidor José Oswaldo Dell'Agnolo, conhecido nacionalmente como Lobo do Batel, que foi preso apontado como principal suspeito de um esquema bilionário de golpes, causou um prejuízo de ao menos R$ 250 mil em Piraju, no interior de São Paulo, cidade onde nasceu.

Segundo a Polícia Civil, há seis boletins de ocorrência por estelionato registrados contra ele no município, que tem pouco mais de 30 mil habitantes. O levantamento do número total de vítimas ainda está em andamento.

O suspeito era considerado foragido desde agosto de 2025, quando foi registrado em Piraju um boletim de ocorrência relacionado ao seu desaparecimento. Ele foi preso em dezembro do mesmo ano, em um hotel de luxo em Itapema, no litoral de Santa Catarina.

De acordo com a polícia, o valor já identificado como prejuízo em Piraju supera o orçamento anual de três departamentos da prefeitura:

Departamento de Governo e Gestão - R$ 225 mil;
Departamento de Planejamento - R$ 131 mil;
Unidade de Controle Interno: R$ 118 mil.
Durante as buscas no quarto do hotel onde ele foi preso em Itapema, as autoridades apreenderam mais de R$ 1,1 milhão e US$ 721 mil em dinheiro, além de diversos objetos de valor. Também foram encontrados celulares, relógios, chaves de veículos, um tablet e um notebook.

A Polícia Militar informou que José Oswaldo é investigado por integrar um esquema de fraudes envolvendo plataformas digitais de investimento, com vítimas em diversas regiões do país.

A investigação é conduzida pela Polícia Federal do Paraná, e o mandado de prisão foi expedido pela 23ª Vara Federal de Curitiba.

Itens encontrados:

1 tablet;
10 celulares;
1 notebook;
Relógios;
Chaves de veículos;
R$ 1.131.220 em espécie;
US$ 721.300 em espécie.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de José Oswaldo.

Policiais presos por suspeita de suborno - Após a prisão de José Oswaldo, dois policiais militares de Santa Catarina foram presos suspeitos de cobrar dinheiro para não deter o investidor.

Segundo a investigação, Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior teriam ido ao local indicado por denúncia sobre o paradeiro de José Oswaldo e saído com cerca de R$ 500 mil e dólares.

A defesa dos policiais afirmou, na época, que nenhum valor foi apreendido com eles e questionou a consistência da denúncia.

Apontado como líder de esquema bilionário- Seis dias antes da prisão em Itapema, a Polícia Federal deflagrou uma operação contra grupos suspeitos de movimentar mais de R$ 1 bilhão em um esquema de instituições financeiras clandestinas.

Foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de ativos que podem chegar a R$ 66 milhões e do sequestro de imóveis e veículos para garantir o ressarcimento das vítimas.

Segundo a PF, os investigados usavam empresas ligadas à área de tecnologia e um banco digital para captar recursos, oferecendo contratos com rentabilidade fixa, baixo risco e ganhos acima do mercado, alguns deles associados ao uso de supostos algoritmos e inteligência artificial.

Atuação irregular - A investigação apontou que as empresas e o banco digital não tinham autorização da CVM nem do Banco Central para atuar. Após o colapso do esquema, os responsáveis teriam interrompido pagamentos, deixado de prestar contas e passado a ocultar patrimônio.

Por Diogo Del Cistia, g1 Itapetininga e Região

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