Data valoriza profissionais que utilizam música, sons e seus elementos em processos terapêuticos; em Fartura, Roque Lara atua na área e amplia recursos oferecidos aos pacientes
O Dia do Musicoterapeuta, celebrado em 15 de setembro, chama atenção para uma profissão que utiliza a música e seus elementos, como som, ritmo, melodia e harmonia, de maneira planejada em processos voltados à promoção da saúde, reabilitação, aprendizagem, comunicação e qualidade de vida.
Embora a relação entre música e cuidado acompanhe a humanidade há milhares de anos, a musicoterapia passou por um processo de sistematização científica principalmente a partir do século XX. No Brasil, a profissão foi regulamentada pela Lei Federal nº 14.842, de abril de 2024, estabelecendo requisitos para o exercício profissional.
Diferentemente de uma aula de música, a musicoterapia não tem como objetivo ensinar o paciente a cantar ou tocar um instrumento. O profissional avalia as necessidades de cada pessoa ou grupo e, a partir delas, estabelece um plano de atendimento que pode envolver canto, instrumentos, improvisação, escuta musical, movimentos e outras experiências sonoras.
A prática pode ser utilizada em diferentes áreas, como Saúde, Educação e contextos sociais e comunitários. Entre as possibilidades estão trabalhos relacionados à comunicação, interação social, coordenação motora, expressão das emoções, memória e relaxamento, além de sua utilização como recurso complementar em diferentes processos de cuidado e reabilitação.
Atuação em Fartura - Em Fartura, o musicoterapeuta Roque Aparecido Lara desenvolve trabalhos na área e vem ampliando os recursos utilizados nos atendimentos. Roque é licenciado em Geografia, especialista em Metodologia do Ensino e Aprendizagem, Pedagogia Empresarial e Gestão de Recursos Humanos. Também possui formação musical pelo Conservatório de Tatuí e especialização em Musicoterapia.
Neste ano, ele trouxe para o município a Mesa Lira e Tubos Sonoros, utilizada em sessões de musicoterapia vibroacústica. O instrumento possui uma caixa de ressonância com cordas e tubos sonoros que permite que os estímulos sejam percebidos tanto pela audição quanto por meio das vibrações transmitidas ao corpo.
Na clínica, o trabalho conta também com a parceria da educadora musical e musicoterapeuta Solange Pacífico, que utiliza outros recursos em seus atendimentos, entre eles o piano e instrumentos de percussão. A atuação dos profissionais demonstra a diversidade de ferramentas que podem ser empregadas na musicoterapia de acordo com as necessidades e os objetivos de cada atendimento.
Antes dos atendimentos, Roque realiza uma avaliação individual, considerando o histórico e as necessidades de cada paciente para definir as estratégias e os estímulos que serão utilizados durante o processo musicoterapêutico.
Para o profissional, é importante que a população compreenda que a musicoterapia vai além do simples contato com a música. Sua aplicação exige formação, avaliação e planejamento, utilizando os recursos musicais de acordo com objetivos terapêuticos específicos.
A celebração do Dia do Musicoterapeuta também contribui para ampliar o conhecimento sobre uma profissão que transforma uma das formas mais antigas de expressão humana em instrumento de comunicação, desenvolvimento e cuidado.
Os atendimentos são realizados na Clínica Multidisciplinar Professora Maria Umbelina (“Casa de Vó”), localizada na Rua Barnabé José Soares, nº 58, Sala 5 Centro, em Fartura. Telefone: (14) 99663-8384.